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Notícia

Jovem agredida pelo ex pede socorro em carta entregue a leiteiro

Uma mulher conseguiu pedir a ajuda dos pais através de uma carta, enquanto era mantida presa e agredida pelo ex-companheiro, na última quarta-feira (9). O caso aconteceu na cidade de Goianésia na região central de Goiás. Estavam com ela filhos do casal, um de 9 meses e outro de 2 anos.

A vítima afirmou que já morou junto com o agressor por 3 anos, mas se separou dele várias vezes pelos mesmos motivos: as agressões. Ela disse uma medida protetiva foi concedida, mas o agressor não respeitava porque ele sempre ía à sua casa lhe perturbar.

Depoimento

No depoimento prestado à polícia, a vítima disse que o seu ex-companheiro chegou em sua casa insistindo para que os dois reatassem o relacionamento, mas ela disse que não aceitou e pediu para que ele fosse embora porque não tinha mais volta. Então o homem começou a agredi-la e fazer ameaças.

A mulher afirmou para a polícia que o agressor, depois de lhe chutar e dá socos, entrou para a casa e ficou até o amanhecer, mas insistiu para que ele fosse embora.

Mulher mandou mensagens

A mulher agredida conseguiu mandar mensagens pedindo ajuda para sua irmã, mas ele ao perceber tomou o aparelho da mão dela. Então foi na hora que ela se viu sem saídas e resolveu escrever uma carta com pedido de socorro. Ela contou que a entregou para o leiteiro, que faz entrega de leite todas os dias para a família.

O leiteiro, ao ler a carta, ficou muito preocupado e avisou para o cunhado da vítima, o qual sabia onde os pais da jovem morava. Assim que ele conseguiu o endereço dos pais da vítima, foi lá entregar a carta com pedido de socorro.

Na carta, a jovem recomendou para a família salvar primeiros seus filhos, e depois voltassem para salvá-la. E recomendou que ninguém ligasse ou mandasse mensagens para seu celular porque estava com o agressor.

Então acionaram a polícia, e durante o ocorrido, a polícia conseguiu prender o agressor em flagrante. Após a prisão do ex-companheiro, a vítima dizia estar muito abalada, mas sentia-se mais tranquila ao saber que o agressor estava preso e com um pedido de prisão preventiva feito pela polícia civil.

A vítima denunciou o agressor, por duas vezes, nos últimos anos, por agressão física e verbal.