nossas redes sociais

Notícias

STF manda Bolsonaro depor presencialmente sobre interferência na PF


Nesta última sexta-feira (11), o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que o Presidente da República Jair Messias Bolsonaro (sem partido) fosse depor presencialmente sobre o processo que investiga as acusações feitas pelo ex-ministro e juiz federal Sergio Moro. Segundo Moro, Bolsonaro teria interferido na Polícia Federal.


O ministro não permitiu que Bolsonaro respondesse o processo por escrito. Como está sendo alvo do processo, Bolsonaro tem todo direito de permanecer calado. O local e data para Bolsonaro depor serão marcados pela Polícia Federal.

Presidente nega interferência na PF

O presidente nega que interferiu na gerência da Polícia Federal, a qual pediu mais 30 dias para apurar as acusações contra o Bolsonaro. O ministro Mello concedeu aos advogados de Moro o direito de, além de acompanhar o interrogatório, poder fazer perguntas diretas para Bolsonaro.

A Advocacia-Geral da União (AGU), que defende o presidente durante o processo, disse que não irá comentar nada antes do interrogatório. Assessores do presidente no Palácio também disseram que não vão comentar sobre o assunto.

Como justificativa de sua decisão, o ministro comentou que o depoimento presencial é feito só quando se trata de Chefes dos Três Poderes da República que esteja envolvido durante algum processo como investigado ou réu.

PF solicitou que Bolsonaro prestasse depoimento presencial

Há um tempo atrás a Polícia Federal solicitou ao supremo que Bolsonaro prestasse um depoimento presencial. Então Mello consultou a opinião da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o assunto. Mas, a PGR respondeu que Bolsonaro teria direito de responder por escrito.

O ministro foi acusado pelo decano do STF de ter tomado a decisão durante a licença médica, mas foi negado pelo gabinete do ministro que afirma que a decisão já estava proferida antes do afastamento médico. Vale ressaltar que existe uma Lei Orgânica de Magistratura que dá o direito de que o magistrado pode exercer seu papel e tomar decisões em processos, mesmo estando de licença médica.