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Política

Vereador de Porto Alegre se nega a cantar hino do Estado no dia da posse e diz que hino é racista


Uma grande polêmica foi lançada durante a cerimonia de posse do vereador Matheus Gomes, ele faz parte da autodenominada bancada negra do PSOL de Porto Alegre.
Durante a cerimonia o vereador e seus demais colegas de bancada se negaram a cantar o hino do Estado do Rio Grande do Sul, eles trouxeram a tona uma polêmica que já se estende por anos no estado gaúcho, o fato de que o hino do Estado tem um trecho que pode ser considerado racista.

O trecho em questão trás a seguinte frase: ‘povo que não tem virtude acaba por ser escravo’”. O hino do estado do Rio Grande do Sul foi feito durante a guerra dos Farrapos, na sua letra original ele até mesmo chama o império de tirano.

Mas no entanto a parte da letra em questão que acaba por causar grande polêmica foi a citada pelo vereador, algo que se deve lembrar é que durante a Revolução Farroupilha, evento no qual o hino do Estado do Rio Grande do Sul foi criado, muitos senhores de terras que lutavam contra o império de Dom Pedro Segundo.


Os senhores de terra que lutavam contra os altos impostos cobrados pelo Império mandavam seus escravos para a batalha sob a promessa de que eles seriam libertos, mas o fato é que isso não ocorreu.

O vereador foi acusado por uma colega de bancada de desrespeito pelo símbolo do Estado pelo fato de que ele e seus colegas permaneceram sentados, após pedir questão de ordem ele deixou claro que ele e seus colegas se negaram a cantar o hino por seu conteúdo “racista”:

“Nós, como bancada negra, pela primeira vez na história da Câmara de Vereadores, talvez a maioria daqui que já exerceram outros mandatos não estejam acostumados com a nossa presença, não temos obrigação nenhuma de cantar um verso que diz: ‘povo que não tem virtude acaba por ser escravo’”, disse.

A polêmica ganho espaço na mídia nacional em especial em meio a uma época que muito se discute sobre a história e seus acontecimentos onde os negros eram humilhados e escravizados.

Mas para alguns historiadores em nada o hino tem relação com racismo, e isso pelo fato de que retrata a escravidão sob a servidão do estado, no caso o Império de D. Pedro II na época.


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